sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Batatinha nos Estados Unidos

Em outubro, o garoto Gabriel Zani dos Santos (de apenas 10 anos), conhecido como Batatinha, participou do IMAC Brasil (realizado em Limeira, São Paulo), no qual enfrentou os melhores aeromodelistas do país, ficando em 2º lugar na categoria “Free Style”, considerada a top entre as categorias, e com a 1ª colocação na “Sportsman”.
Seu desempenho foi excelente, o que resultou num convite para se apresentar nos Estados Unidos.
O prodígio foi convidado pelos três juízes norte-americanos que estiveram no Brasil julgando os pilotos no IMAC Brasil — os julgadores foram Dom Hamilton (presidente internacional do IMAC), Carlos Paez (diretor técnico do IMAC e da América do Sul) e Fred Johnson (criador do IMAC e do livro de regras da instituição); nunca um piloto brasileiro com a idade de Batatinha havia recebido tal convite.

Tudo muito bom, tudo muito legal. Entretanto, há um pequeno detalhe (muitas vezes, um detalhe faz toda a diferença). A família de Batatinha não possui dinheiro para a viagem do menino e do pai dele, porque é evidente que ele não pode ir sozinho. Sendo assim, Batatinha está necessitando da solidariedade das pessoas para que não perca essa oportunidade de mostrar toda sua habilidade e, assim, representar bem o nosso país na terra do “Tio Sam”.

Durante a elaboração da matéria sobre o IMAC Brasil 2010, que será publicada na próxima edição da Hobby News (edição nº 74), soubemos que o organizador da competição, José Marcelo D’Andrea (da Limeira Hobby Center), Marcos Francisco Rodrigues (da Marquinhos Modelismo), Roque Avelino (da RC Modelismo) e Eduardo Esteves (da Diniz Esteves) ajudarão Batatinha e seu pai com os custos da ida aos EUA. Na verdade, cada um ajudará de alguma forma, é o que diz Marcos Rodrigues: “Cada um vai ajudar de um jeito. Um ajuda com a passagem, outro ajuda com a montagem do avião... Eu vou ajudar com a montagem do avião lá nos EUA em uma das viagens”.

Embora Batatinha seja piloto da Diniz Esteves/JR, que é sua patrocinadora oficial, ele nem seu pai, Alexandre Zani dos Santos (Batata), têm condições de arcar com todas as despesas de uma viagem como essa, que inclui passagem, hospedagem, estadia, alimentação, montagem do avião nos EUA etc. Portando, ao ver e conferir que o piloto mirim entende mesmo do assunto, José Marcelo em conversa com Roque Avelino pensou: “O moleque tem futuro. Vamos fazer esse moleque estourar, vamos fazê-lo voar nos EUA”. Dessa forma, o motivo que levou José Marcelo e seu companheiro Roque Avelino a patrocinarem pelo menos uma viagem do garoto foi o fato dele pilotar muito bem. “Para nós é legal dar esse incentivo, pelo fato dele ser um excelente piloto e ter apenas 10 anos de idade. Com 14, 15 anos imagina o que ele vai estar fazendo. Pode estar representando o país em eventos internacionais, e vai para ganhar”, conta José Marcelo, destacando a capacidade de Batatinha.

Batatinha foi convidado para disputar 4 competições nos EUA (as principais), em 2011. A pretensão de seu pai, Batata, é de que ele esteja lá em pelo menos duas delas (uma está prevista para o mês de julho), segundo Marcos Rodrigues. Mas, de acordo com José Marcelo, em maio do ano que vem Batatinha já tem uma viagem agendada para os EUA. A JR programou a participação dele num dos maiores encontros de aeromodelismo do mundo em aeródromo de grama, o “Joe Nall Week” (essa competição é uma das quatro para as quais Batatinha foi convidado). E as passagens de ida e volta e outros gastos serão bancados por Roque Avelino e pela própria JR. O “Joe Nall Week” é um encontro, já os outros três - “Tucson Aerobatic Shoot Out”, “XFC” (Xtreme Futuba Competition) e “Overquick” - são competições. Ainda segundo José Marcelo, o pai de Batatinha não decidiu em qual competição o menino participará; porém, a intenção é de que Batatinha participe da “Tucson Aerobatic Shootout”, que, provavelmente, (ainda não há confirmação) será disputada em março.

José Marcelo, que mantém contato direto e semanal com Batata e Batatinha, reconhece que o aeromodelismo é uma prática esportiva que tem alto custo. No entanto, reitera sua intenção, juntamente com Roque Avelino, de dar uma força ao garoto-prodígio do aeromodelismo brasileiro. “Temos essa ideia de fazê-lo competir nos EUA, mas é um esporte caro. Estamos juntos dele para incentivá-lo e, quem sabe, dar um pontapé inicial na carreira dele”, afirma.

Fonte: www.hobbynews.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

HISTÓRIA DA ACROBACIA - ESCALA 1:1

O marco inicial da acrobacia aérea foi o término da Primeira Guerra Mundial. Com o final dos combates, sobraram muitos aviões, que não tinham mais utilidade. Alguns pilotos começaram então a realizar acrobacias com os aviões, que, como não eram construídos com essa finalidade, sempre ofereceram grande risco aos pilotos. A técnica aprendida durante os combates, fez com que eles adquirissem grande habilidade.

Ao fim da primeira guerra mundial, muitos pilotos estavam desempregados, uma das primeiras idéias eram reunir um bom número de aeronaves e pilotos em fazendas ou em grandes áreas gramadas planas, cobrar entrada e proporcionar um entretenimento ao público com evoluções aéreas, o que posteriormente foram chamados de Barnstormers.

A idéia logo foi sendo difundida e jornalistas começavam a cobrir os eventos, patrocinadores foram chegando e investindo nesta nova modalidade, porém ao decorrer do tempo a filosofia começou a tender para qual maior perigo apresentasse a atuação dos pilotos, maior seria a remuneração e o status de heroísmo do mesmo.

Naquela época não havia qualquer investimento em segurança de vôo ou conscientização de risco, manobras tremendamente arriscadas eram executas muitas vezes por equipamentos sem a manutenção adequada, acarretando diversos acidentes e até mortes.

As primeiras modalidades de apresentação eram individuais, elas iniciavam com os biplanos de treinamento da primeira guerra em manobras como looping, reversões, meio oito cubanos, manobras hoje caracterizadas como básicas, mas elas naquela época eram as mais avançadas manobras de combate, onde através delas os maiores ases da aviação conquistaram suas maiores vitórias em céus inimigos.

Posteriormente houve um incremento no set de apresentações com a finalidade de atrair um número maior de público, começaram as primeiras modalidades de wingwalker, ou seja voar em um avião, só que nas asas, se segurando no trem de pouso ou pendurados nas asas.

Naquela época ainda não existiam paraquedas de segurança quando inventaram este tipo de apresentação, nem é preciso dizer que inúmeros casos de acidentes fatais foram registrados.

As apresentações eram no estilo circense, porém com um grau de insanidade imenso, muitos se penduravam nas asas sem qualquer tipo de cinto que o prendesse na aeronave, alguns passavam de um avião para outro pulando de asa em asa, tentavam passar com a aeronave em vôo atravessando um celeiro, sendo que quanto maior o perigo, maior seria a atração a ser exibida e maior público, certamente.

Contudo, houve a evolução da modalidade de evento aéreo, com uma maior conscientização para evitar o grande número de acidentes sofridos e proporcionar um entretenimento fascinante para o público.

Hoje, o risco é menor, digamos um risco calculado, já que as aeronaves são projetadas com um maior nível de conhecimento e seguindo uma série de normas que dão maior segurança e treinamento ao piloto de acrobacia aérea.

Sem contar que hoje possuímos uma infra-estrutura para o público presente, afastados do Box acrobático para as evoluções aéreas.

No Brasil, as primeiras referências de acrobacia aérea são de 1922, quando os irmãos italianos Robba, iniciaram as instruções acrobáticas na primeira escola de aviação do Campo de Marte em São Paulo, com uma aeronave Bleriot.

Logo depois dos irmãos Robba, surgiram grandes nomes que se tornaram verdadeiros mitos, entre eles os Comandantes Camargo e Pedroso, que, segundo os mais antigos, disputavam a mais bela passagem por debaixo do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo.

Um nome que também marcou a acrobacia aérea civil brasileira foi Alberto Berteli, que começou formando acrobatas na década de 40 no Aeroclube de São Paulo e nunca mais parou. Berteli foi o responsável pelo surgimento da acrobacia esportiva na década de 70, através de seus alunos e seguidores.

fonte: www.acrobrasil.com.br

O ESPORTE ACROBÁTICO - ESCALA 1:1

Na Aviação encontramos uma grande maioria que considera a Acrobacia Aérea como uma técnica de pilotagem altamente especializada e muitas vezes só para os mais talentosos. Entretanto os ‘’experts’’ no assunto não a consideram dessa forma, mas sim como a arte básica de voar elevada a um extremo lógico, aplicada a todas as atitudes de vôo e não somente a uma restrita margem de ângulo de ataque e inclinação.

Para muitos pilotos, não faz sentido realizar determinadas manobras ou até mesmo aprender a "sair" delas se a idéia principal é evitá-las. Seria como dirigir um carro sem saber como controlar uma derrapagem. Quase nunca acontece, mas quando acontecer...

Podemos então definir e dividir a acrobacia em duas áreas quase distintas: a primeira estaria no próprio ato da realização das manobras, o voar invertido, a subida vertical que causam diversão, prazer e satisfação. A segunda, onde a acrobacia é mais importante, é a perfeição na prevenção do desenvolvimento de situações perigosas como acidentes decorrentes de parafusos inadvertidos e atitudes anormais, provenientes de esteira de turbulência de aeronaves maiores, tesoura de vento, dentre outros fatores.

Certas habilidades se expandem rapidamente enquanto se aprende acrobacia aérea:

- Aumento na acuidade visual: o piloto pode ver mais rapidamente o que está acontecendo;
- Perda do medo de usar toda a deflexão dos comandos: o piloto não hesita em utilizar os comandos em sua totalidade para evitar ou sair de uma situação;
- Alerta constante da atitude: o piloto estará mais atendo em relação à atitude do avião;
- Alerta no limite do envelope: o piloto saberá como a aeronave se comporta quando ultrapassa o envelope normal de vôo, evitando assim estóis e parafusos acidentais;
- Reciclagem da tendência de puxar o manche sempre nas recuperações de atitudes: o piloto aprende primeiro a nivelar a aeronave e depois corrigir o vôo.

Os benefícios do treinamento acrobático são as mudanças que, em um primeiro momento não são percebidas, mas fornecem um grande incremento na habilidade e na segurança do piloto em seu vôo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Avião de papel lançado ao espaço fotografa a Terra

Uma equipe do Reino Unido formada por fãs de assuntos que envolvem o espaço resolveu lançar na atmosfera um avião de papel que durante sua viagem de volta, registrou belas imagens da Terra. O grupo construiu o avião a partir de folhas e pedaços de papel, equipou a pequena aeronave Vulture 1 com três minicâmeras e depois, prendeu em um balão de gás hélio.

Depois de subir pouco mais de 27 km, o balão explodiu, permitindo que o avião, de 90 cm de envergadura, retornasse à Terra em aproximadamente 90 minutos. Todo o percurso foi acompanhado pelos criadores Steve Daniels, Lester Haines e John Oates por meio de GPS (sistema de posicionamento global). O lançamento aconteceu em uma área remota que fica a cerca de 80 km de Madri, na Espanha, e o equipamento caiu a apenas 100 km de onde partiu em uma floresta. O avião estava praticamente intacto, com apenas um buraco em uma das asas.

Oates diz que ficou surpreso com a experiência, segundo o site britânico The Telegraph.

- Queríamos um projeto maluco, mas ficamos surpresos com o sucesso. Estamos encantados. Nunca pensei que iríamos encontrar o avião inteiro. Ele poderia ter ido parar em qualquer lugar em pedaços. Foi surpreendente encontrá-lo em uma região tão selvagem. Só havia um pequeno buraco na asa.

O projeto que lançou o avião de papel se chama PARIS (Paper Aircraft Released Into Space ou Avião de Papel Lançado ao Espaço, em português).

Os exploradores espaciais anônimos se empenharam no projeto para se divertir, ao custo do equivalente a pouco mais de R$ 22 mil (9.000 libras), pagos por uma empresa patrocinadora. As ações foram coordenadas pelos três homens, mas leitores do site de tecnologia The Register também puderam opinar sobre as fases do projeto.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

IMAC Brasil 2010

No dia 9, 10, 11 e 12 de outubro aconteceu em Limeira na Associação Limeirense de Aeromodelismo (ALA) a etapa brasileira do IMAC (Internatinal Miniature Aircrafit Competition), ou seja, o mais importante campeonato de aeromodelismo do mundo. Participaram pilotos de todo o Brasil nas categorias Básica, Sportsman, Intermediária, Unlimited e Free Style.

O Clube Delta de Aeromodelismo de Rio Claro (SP) foi campeão com o piloto Henrique Freschi, o BUMBUM, e 3º colocado Alexandre Chiod, o LÊ, na categoria Iniciante; na categoria Sportsman, campeão com o piloto Gabriel Zani, o BATATINHA, com apenas 10 anos; na Categoria Avançada o campeão com o piloto Abdiel Baciote, o BIDYZINHO, e André Chiod, o DÉ, em 2º lugar.

No 4 minutes, onde os vôos são de 4 minutos com musicas acompanhando o rítimo do vôo, foi onde o bicho pegou e mais uma vez o nosso piloto Batatinha ficou em 2º lugar, garantindo um um belo patrocínio para representar o Brasil nos Estados Unidos em 2011.

Fechando a conta, veja algumas fotos do IMAC 2010.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ARF, ARC, RTF, Kit, COMBO..

O que significa isso, e qual o melhor para começar?
Ao começar a pesquisar, o iniciante vai se deparar com algumas siglas. Saber o significado de algumas delas vai ajudar o iniciante na escolha de seu primeiro aeromodelo. As siglas acima indicam o modo como o aeromodelo chega nas mão do aeromodelista.

RTF - Do inglês, Ready To Fly . É o aeromodelo pronto para voar. Estes aeromodelos são fornecidos num conjunto completo e montado, que incluí o modelo em sí , o motor e também o sistema de rádio controle. Em alguns casos incluí até um simulador de vôo para computador . É a opção ideal para quem quer partir logo para as aulas de vôo, sem dispender tempo com montagens

ARF - Do inglês, Almost Ready to Fly. Estes modelos vêm semi montados, exigindo a junção final das peças, como asas, estabilizadores,etc e também a instalação do motor e do sistema de rádio, que são adquiridos separadamente. É o ideal para quem quer começar no hobby de construir e depois pilotar um aeromodelo. ARC - Do inglês, Almost Ready to Cover. Semelhante ao ARF, porem este modelo é entregue sem pintura, ficando este trabalho a cargo do construtor. Esta pintura normalmente é feita com a aplicação a quente de um plástico termo-adesivo. Geralmente é encontrada em modelos mais avançados, destinados a aeromodelista mais experientes. KIT - O kit é um conjunto de peças , normalmente de madeira balsa, que são fornecidas cortadas para o construtor, a partir de uma planta construir o seu aeromodelo. Também é indicado para aqueles que já tenham alguma experiência de montagem, ou para aqueles realmente se sentem atraídos pela arte da construção. O motor e o sistema de rádio devem ser adquiridos separadamente.

COMBO - Os combos são conjuntos montado por comerciantes, já incluíndo o modelo o motor e o sistema rádio. Normalmente os aeromodelos são do tipo ARF, portanto a montagem final fica a cargo do aeromodelista. Alguns combos incluem até os acessórios de campo, necessários para fazer o modelo voar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Manecojet 41

Manecojet 41 ocoreu de 27 a 30 de Maio na cidade de Joinville, o local foi nada mais do que o aeroclube Aerocircus, simplesmente uma das melhores estruturas dos clubes do Brasil com um local previlegiado para voos onde o vento não foi convidado a participar. Dias maravilhosos para voos..