Já nos acostumamos a ouvir pelo rádio ou pela TV que "tal aeroporto está operando por instrumentos". Imediatamente entendemos que a meteorologia não está muito amiga e a visibilidade está prejudicando as operações aéreas. Mas, exatamente, como os tais "instrumentos" põem no solo o avião de um piloto que praticamente nada está vendo abaixo de si?
Pousos por instrumentos são necessários em condições de visibilidade precária. Na verdade os pousos completamente por instrumentos, com a chamada "visibilidade zero" e automação completa só são realizados em muito poucos aeroportos no mundo. No Brasil, embora o sistema conhecido por GPS (Global Positioning System), navegação com o uso de satélites, já esteja em testes como auxílio para as aproximações de aeroportos, ainda dependemos, e muito, do velho mas preciso sistema ILS (Instrument Landing System). Ele se divide em três categorias, de acordo com a precisão relacionada à visibilidade: em Congonhas, por exemplo, a Categoria é a I e permite que a aeronave se aproxime até uma visibilidade de 60 m de altura e 800 m de distância da pista, quando ela deverá ser avistada. Em Guarulhos e no Galeão, a Categoria II permite respectivamente 30m e 400. No Brasil ainda não há aeroportos operando a Cat.III, através da qual pousa-se com visibilidade mínima.
O ILS emite duas faixas ou sinais de rádio independentes. São as chamadas "localizer", a que indica se o avião está à direita ou à esquerda do eixo (meio, em relação à sua largura) da pista e "glide slope", ou simplesmente "glide", que fornece uma "rampa" invisível, um perfil pelo qual a aeronave descerá até chegar à pista. Dentre os inúmeros "reloginhos" que um avião tem em seu painel, as faixas do ILS podem ser captadas pelo mostrador HSI (Horizontal Situation Indicatior) geralmente usado para o VOR (Very High Frequency Omnidirectional Range), instrumento utilizado principalmente em navegação e, neste caso, o avião estará "full ILS" (ou seja: com o "localizer"centrado e na rampa do "glide slope") quando a barra do VOR estiver centralizada (avião no eixo da pista) e duas barras e um triângulo estiverem centralizadas com o horizonte do "horizonte artificial" (outro "reloginho" famoso...) Pode haver também mostradores específicos que compõem-se de duas barras, uma horizontal e outra vertical, que cruzam-se entre si e, no caso de "full ILS" formam uma cruz centralizada no meio do mostrador: se a barra do "localizer" (vertical), por exemplo, vai para a direita, o avião curva para o mesmo lado para trazê-la para o centro. Se a barra do "glide" desce, o avião também terá de descer, para reinterceptá-la, e vice-versa.
O sistema também dispõe de "radiofaróis" chamados "marcadores" como auxílio. O "marcador externo" localiza-se a cinco milhas náuticas (cada milha náutica equivale a 1.852 m) da cabeceira da pista; o "marcador médio", a meia milha náutica e em alguns casos pode haver também o "marcador interno", na própria pista. Emitem sinais de rádio verticalmente para cima (estão localizados no solo) Servem para fornecer uma indicação de distância da pista. À medida que o avião desce pelo "glide", balizado também pelo "localizer", ao passar pelo "marcador externo", uma luz azul acende, no painel da cabine de comando, acompanhada de um aviso sonoro; depois, passando pelo médio, a luz é âmbar e também há um sinal sonoro indicativo. Havendo "marcador interno", a luz será branca. Como em todas as operações efetuadas "por instrumentos", os pousos por ILS também são especificados por "cartas" onde pode-se encontrar o perfil da descida e a altura (distância a partir do solo) em que a aeronave deverá estar passando pelos marcadores -- nesse momento os pilotos podem comparar se o "glide" no qual estão descendo encaixa-se à altura prevista para cruzamento dos marcadores.
O ILS pode ser usado acoplado ao piloto automático ou sob controle manual. O controle manual é preferível em caso de ventos muito fortes nas proximidades da pista. Num ou noutro caso, os passageiros podem ficar sossegados e a má visibilidade não impedirá sua chegada ao destino. A não ser, é claro, que esteja "abaixo dos mínimos", quando a aeronave será obrigada a descer um pouco mais longe do que se previa...
Solange Galante
Jornalista Especialista em Aviação
domingo, 25 de outubro de 2009
MANDAMENTOS DA SEGURANÇA
Os 10 mandamentos da segurança de vôo
1- PENSE e atue sempre com segurança;
2- OBEDEÇA os regulamentos e as regras de Segurança, elas existem para protegê-lo;
3- CONHEÇA o modo mais seguro de realizar sua tarefa, antes de iniciá-la;
4- INSPECIONE as ferramentas e equipamentos quanto as condições de segurança antes de iniciar a tarefa;
5- OPERE somente os equipamentos a que estiver autorizado;
6- UTILIZE roupas e equipamentos de segurança;
7- AVISE seu superior logo que constatar procedimento ou condições de perigo;
8- COMUNIQUE imediatamente qualquer acidente;
9- APOIE seu programa de segurança e participe ativamente em reuniões de segurança;
10- PROCEDA sempre adequadamente, evite brincadeiras.
Fonte: http://www.segurancadevoo.com.br/show.php?not=114&titulo=3
1- PENSE e atue sempre com segurança;
2- OBEDEÇA os regulamentos e as regras de Segurança, elas existem para protegê-lo;
3- CONHEÇA o modo mais seguro de realizar sua tarefa, antes de iniciá-la;
4- INSPECIONE as ferramentas e equipamentos quanto as condições de segurança antes de iniciar a tarefa;
5- OPERE somente os equipamentos a que estiver autorizado;
6- UTILIZE roupas e equipamentos de segurança;
7- AVISE seu superior logo que constatar procedimento ou condições de perigo;
8- COMUNIQUE imediatamente qualquer acidente;
9- APOIE seu programa de segurança e participe ativamente em reuniões de segurança;
10- PROCEDA sempre adequadamente, evite brincadeiras.
Fonte: http://www.segurancadevoo.com.br/show.php?not=114&titulo=3
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