terça-feira, 23 de novembro de 2010

HISTÓRIA DA ACROBACIA - ESCALA 1:1

O marco inicial da acrobacia aérea foi o término da Primeira Guerra Mundial. Com o final dos combates, sobraram muitos aviões, que não tinham mais utilidade. Alguns pilotos começaram então a realizar acrobacias com os aviões, que, como não eram construídos com essa finalidade, sempre ofereceram grande risco aos pilotos. A técnica aprendida durante os combates, fez com que eles adquirissem grande habilidade.

Ao fim da primeira guerra mundial, muitos pilotos estavam desempregados, uma das primeiras idéias eram reunir um bom número de aeronaves e pilotos em fazendas ou em grandes áreas gramadas planas, cobrar entrada e proporcionar um entretenimento ao público com evoluções aéreas, o que posteriormente foram chamados de Barnstormers.

A idéia logo foi sendo difundida e jornalistas começavam a cobrir os eventos, patrocinadores foram chegando e investindo nesta nova modalidade, porém ao decorrer do tempo a filosofia começou a tender para qual maior perigo apresentasse a atuação dos pilotos, maior seria a remuneração e o status de heroísmo do mesmo.

Naquela época não havia qualquer investimento em segurança de vôo ou conscientização de risco, manobras tremendamente arriscadas eram executas muitas vezes por equipamentos sem a manutenção adequada, acarretando diversos acidentes e até mortes.

As primeiras modalidades de apresentação eram individuais, elas iniciavam com os biplanos de treinamento da primeira guerra em manobras como looping, reversões, meio oito cubanos, manobras hoje caracterizadas como básicas, mas elas naquela época eram as mais avançadas manobras de combate, onde através delas os maiores ases da aviação conquistaram suas maiores vitórias em céus inimigos.

Posteriormente houve um incremento no set de apresentações com a finalidade de atrair um número maior de público, começaram as primeiras modalidades de wingwalker, ou seja voar em um avião, só que nas asas, se segurando no trem de pouso ou pendurados nas asas.

Naquela época ainda não existiam paraquedas de segurança quando inventaram este tipo de apresentação, nem é preciso dizer que inúmeros casos de acidentes fatais foram registrados.

As apresentações eram no estilo circense, porém com um grau de insanidade imenso, muitos se penduravam nas asas sem qualquer tipo de cinto que o prendesse na aeronave, alguns passavam de um avião para outro pulando de asa em asa, tentavam passar com a aeronave em vôo atravessando um celeiro, sendo que quanto maior o perigo, maior seria a atração a ser exibida e maior público, certamente.

Contudo, houve a evolução da modalidade de evento aéreo, com uma maior conscientização para evitar o grande número de acidentes sofridos e proporcionar um entretenimento fascinante para o público.

Hoje, o risco é menor, digamos um risco calculado, já que as aeronaves são projetadas com um maior nível de conhecimento e seguindo uma série de normas que dão maior segurança e treinamento ao piloto de acrobacia aérea.

Sem contar que hoje possuímos uma infra-estrutura para o público presente, afastados do Box acrobático para as evoluções aéreas.

No Brasil, as primeiras referências de acrobacia aérea são de 1922, quando os irmãos italianos Robba, iniciaram as instruções acrobáticas na primeira escola de aviação do Campo de Marte em São Paulo, com uma aeronave Bleriot.

Logo depois dos irmãos Robba, surgiram grandes nomes que se tornaram verdadeiros mitos, entre eles os Comandantes Camargo e Pedroso, que, segundo os mais antigos, disputavam a mais bela passagem por debaixo do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo.

Um nome que também marcou a acrobacia aérea civil brasileira foi Alberto Berteli, que começou formando acrobatas na década de 40 no Aeroclube de São Paulo e nunca mais parou. Berteli foi o responsável pelo surgimento da acrobacia esportiva na década de 70, através de seus alunos e seguidores.

fonte: www.acrobrasil.com.br

O ESPORTE ACROBÁTICO - ESCALA 1:1

Na Aviação encontramos uma grande maioria que considera a Acrobacia Aérea como uma técnica de pilotagem altamente especializada e muitas vezes só para os mais talentosos. Entretanto os ‘’experts’’ no assunto não a consideram dessa forma, mas sim como a arte básica de voar elevada a um extremo lógico, aplicada a todas as atitudes de vôo e não somente a uma restrita margem de ângulo de ataque e inclinação.

Para muitos pilotos, não faz sentido realizar determinadas manobras ou até mesmo aprender a "sair" delas se a idéia principal é evitá-las. Seria como dirigir um carro sem saber como controlar uma derrapagem. Quase nunca acontece, mas quando acontecer...

Podemos então definir e dividir a acrobacia em duas áreas quase distintas: a primeira estaria no próprio ato da realização das manobras, o voar invertido, a subida vertical que causam diversão, prazer e satisfação. A segunda, onde a acrobacia é mais importante, é a perfeição na prevenção do desenvolvimento de situações perigosas como acidentes decorrentes de parafusos inadvertidos e atitudes anormais, provenientes de esteira de turbulência de aeronaves maiores, tesoura de vento, dentre outros fatores.

Certas habilidades se expandem rapidamente enquanto se aprende acrobacia aérea:

- Aumento na acuidade visual: o piloto pode ver mais rapidamente o que está acontecendo;
- Perda do medo de usar toda a deflexão dos comandos: o piloto não hesita em utilizar os comandos em sua totalidade para evitar ou sair de uma situação;
- Alerta constante da atitude: o piloto estará mais atendo em relação à atitude do avião;
- Alerta no limite do envelope: o piloto saberá como a aeronave se comporta quando ultrapassa o envelope normal de vôo, evitando assim estóis e parafusos acidentais;
- Reciclagem da tendência de puxar o manche sempre nas recuperações de atitudes: o piloto aprende primeiro a nivelar a aeronave e depois corrigir o vôo.

Os benefícios do treinamento acrobático são as mudanças que, em um primeiro momento não são percebidas, mas fornecem um grande incremento na habilidade e na segurança do piloto em seu vôo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Avião de papel lançado ao espaço fotografa a Terra

Uma equipe do Reino Unido formada por fãs de assuntos que envolvem o espaço resolveu lançar na atmosfera um avião de papel que durante sua viagem de volta, registrou belas imagens da Terra. O grupo construiu o avião a partir de folhas e pedaços de papel, equipou a pequena aeronave Vulture 1 com três minicâmeras e depois, prendeu em um balão de gás hélio.

Depois de subir pouco mais de 27 km, o balão explodiu, permitindo que o avião, de 90 cm de envergadura, retornasse à Terra em aproximadamente 90 minutos. Todo o percurso foi acompanhado pelos criadores Steve Daniels, Lester Haines e John Oates por meio de GPS (sistema de posicionamento global). O lançamento aconteceu em uma área remota que fica a cerca de 80 km de Madri, na Espanha, e o equipamento caiu a apenas 100 km de onde partiu em uma floresta. O avião estava praticamente intacto, com apenas um buraco em uma das asas.

Oates diz que ficou surpreso com a experiência, segundo o site britânico The Telegraph.

- Queríamos um projeto maluco, mas ficamos surpresos com o sucesso. Estamos encantados. Nunca pensei que iríamos encontrar o avião inteiro. Ele poderia ter ido parar em qualquer lugar em pedaços. Foi surpreendente encontrá-lo em uma região tão selvagem. Só havia um pequeno buraco na asa.

O projeto que lançou o avião de papel se chama PARIS (Paper Aircraft Released Into Space ou Avião de Papel Lançado ao Espaço, em português).

Os exploradores espaciais anônimos se empenharam no projeto para se divertir, ao custo do equivalente a pouco mais de R$ 22 mil (9.000 libras), pagos por uma empresa patrocinadora. As ações foram coordenadas pelos três homens, mas leitores do site de tecnologia The Register também puderam opinar sobre as fases do projeto.